Nicolas Krassik e Cordestinos lançam "Nordeste de Paris"

Nicolas Krassik e Cordestinos lançam "Nordeste de Paris"

Com entrada gratuita, grupo leva sua canção sem fronteiras ao palco do Tom Jazz, em São Paulo, em três apresentações: 30 de junho; 1 e 2 de julho

O francês NICOLAS KRASSIK, desde 2001 radicado no Brasil, apresenta em São Paulo o show de lançamento do CD "Nordeste de Paris". A entrada é GRATUITA e as apresentações acontecem nos dias 30 de junho, 1 e 2 de julho (segunda a quarta-feira) no TOM JAZZ, às 21h. Acompanhado dos CORDESTINOS, Nicolas leva ao palco jazz, samba, choro e forró, com técnica, criatividade e emoção. O show foi contemplado pelo Concurso Cultura 2014, do Ministério da Cultura, para fomentar a programação das cidades-sede da Copa, com todas as atrações gratuitas.

O CD

É claro que há fronteiras, sempre houve. Há fronteiras arbitrárias, conquistadas, consensuais. Quase sempre são imaginárias. Há quem veja nelas a razão de sermos distintos tão somente por estarmos em lados distintos delas.

Por outro lado, é claro que há quem ignore haver fronteiras. Sempre houve. Nicolas Krassik é um desses. Nascido na grande Paris, ele veio pôr o sumo do jazz e a essência erudita de seu violino a serviço da música popular brasileira. Mais do que isso, Nicolas resolveu que seria brasileiro. Ou, melhor ainda, um apátrida honorário voluntário.

Nordeste de Paris (Superlativa / 2014), seu quinto álbum - segundo acompanhado dos Cordestinos Marcos Moletta (rabeca), Guto Wirtti (baixo), Carlos César e Chris Mourão (percussões) -, confirma a fluência com que Nicolas costura e descostura as fronteiras a gosto. Os sotaques, as escolhas, a erudição na técnica e o espírito popular na linguagem (e, eventualmente, vice-versa) constroem um ambiente com um aroma inédito - embora seja criado pelo que absorvem, Nicolas e Cordestinos, cá e acolá dos limites que escolheram ignorar.

A surpresa é ainda maior e mais bem-vinda graças à produção primorosa de Bruno Giorgi, outro daqueles que se entrincheiraram nas fileiras do mundo-uno, mundo afora. Delays, mutings, compressões e ruídos nada ortodoxos para o universo da música instrumental mas já explorados sem pudor no pop contemporâneo. Como já disse outras vezes: fronteira?

Contribui para o gosto de novidade, ainda, o fato de ser um disco sumamente autoral. Sete das dez músicas foram compostas por Nicolas, duas delas em parceria com Marcelo Caldi. O disco arromba os ouvidos com o tema-título, uma espécie de xaxado-manouche que evoca o suspense brevemente melancólico do estrangeiro íntimo, clima que se mantém em Soturno, primeira parceria com Caldi. O começo abrupto de Azul Elétrico é a senha da ruptura pra esse baião frenético que parece ter um pé no choro - de que todos ali também são impregnados. Evelise é um xote-moto-contínuo bom de dançar e de regozijar quem percebe que por trás da zabumba, às vezes, tem um beat cavernoso do MPC de Chris.

Em seguida, Lenine aparece pra cantar Fere Rente, sua e de Lula Queiroga e Chico Neves. As intervenções são de um músico - é a voz a serviço do instrumento, não o contrário. Mar da Minha Terra é uma ciranda-lamento. Um lamento sertanejo-litorâneo (que vira sertão que vira mar) de começo lamurioso e fim redentor, tão complexo como a própria saudade. Esse é o terreno para Gilberto Gil (com quem Nicolas toca há bastante tempo) promover sua Refazenda, num arranjo que, mais uma vez, joga longe a obviedade da relação vocal-instrumental.

Forrockatu é um groove devastador que deflagra como Nicolas, Moletta, Guto, Carlinhos e Chris já se entrelaçaram de forma irreversível na estética de banda. Na sequência, Jimi’s Galop, a segunda com Caldi, leva Hendrix do arraiá ao baile funk. O disco, aliás, é cheio de pequenas referências como essa, a começar pela capa sensacional que faz alusão ao clássico Dark Side of the Moon. Para encerrar o disco, Krassik elege Tears, música de Django Reinhardt e do violinista Stéphane Grappelli, e não há de ser por acaso: Django, maior nome do jazz francês, era nascido na Bélgica e de família cigana. Aliás, talvez sejam diásporas como a dos Romani, que nos permitiram chegar a esse tempo em que se pode escolher não ter pátria - ou acumular pátrias - carregando um mundo inteiro consigo.

Por isso, é claro, há Nicolas Krassik.

Ouve.

João Cavalcanti

SERVIÇO

NICOLAS KRASSIK E CORDESTINOS

Lançamento do CD "Nordeste de Paris"

Dias: 30 de junho / 01 e 02 de julho

TOM JAZZ - Avenida Angélica nº 2331 – Higienópolis

Telefone: (11) 3255-0084 www.tomjazz.com.br

Horário do show: 21h

Ingressos: ENTRADA FRANCA

Capacidade: 200 pessoas sentadas

Censura: 14 anos

Duração: Aproximadamente 80 minutos

Abertura da casa: 2h antes do espetáculo

Estacionamento com manobrista: R$ 30,00

Ar condicionado

Acesso para portadores de necessidades especiais

Informações:

# TOM JAZZ - Avenida Angélica, 2331 - Higienópolis.

(Horário de atendimento: segunda a sexta, das 10h às 17h)

Assessoria de Imprensa – Tom Jazz

Clarisse Goldberg – clarisse.goldberg@tomjazz.com.br

Vivo - 11.975758106 / Tim 11.958021658

Assessoria de Imprensa – Nicolas Krassik

Miriam Roia – miriamroia@gmail.com

(21) 99142-0018